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#6 - Como preencher o Canvas da Ideia

  • 16 de fev.
  • 2 min de leitura

No FORNO, o Canvas não existe para burocratizar — ele existe para dar clareza rápida sobre 3 coisas: qual é o problema, qual é a solução e qual valor isso pode gerar. Tanto que o regulamento é direto: o Canvas é um documento breve e estruturado e precisa ser preenchido obrigatoriamente para a ideia avançar para a validação do Comitê.


Por que o Canvas é obrigatório?

Porque os Comitês precisam avaliar ideias com base em clareza e consistência da proposta e potencial de geração de valor. O Canvas é o formato simples que garante que todo mundo esteja olhando para as mesmas informações.

Na própria etapa de refinamento, o regulamento orienta que o líder do projeto reúna o time e preencha o Canvas em conjunto. Se precisar, um Embaixador da Inovação pode orientar o preenchimento.

Isso evita dois problemas comuns:

  • o projeto ficar “na cabeça de uma pessoa só”;

  • o time ser incluído “depois” (quando já era pra estar comprometido).


O que você preenche no Canvas (na prática)

Pelo fluxo do treinamento, o Canvas é dividido em blocos simples — e cada bloco faz uma pergunta objetiva.


1) PROBLEMA

Aqui você organiza o contexto para qualquer pessoa entender:

  • Qual é o problema/oportunidade?

  • Onde e quando acontece?

  • Quem é impactado?

  • Por que deve ser resolvido?

Dica prática: pense como um “antes e depois”. Se alguém de outra área ler, ela consegue entender a dor?


2) SOLUÇÃO

Aqui você descreve:

  • Qual solução a equipe vai implementar?

  • Quais resultados são esperados?

  • Como a equipe vai medir e acompanhar?

  • O que precisa acontecer para a solução funcionar?

Isso conversa diretamente com o objetivo do programa: ideias com valor mensurável (quantitativo ou qualitativo).


3) NÚMEROS (quando fizer sentido)

Nem toda ideia nasce com cálculo perfeito — e tudo bem. Mas você precisa deixar claro o potencial de valor.

No Canvas, você pode:

  • informar estimativa em R$ (perda ou ganho);

  • explicar como chegou na estimativa;

  • ou marcar que é uma “ideia sem retorno financeiro” (quando o ganho é mais qualitativo, por exemplo).

O objetivo aqui não é “acertar o centavo”. É mostrar que existe contribuição tangível e relevância — os mesmos pontos que já são verificados na avaliação do líder.


Depois de preencher, existe um passo decisivo: marcar na plataforma quais integrantes foram comunicados sobre o Canvas.

O regulamento estabelece claramente: enquanto todos os integrantes não estiverem marcados como comunicados, a ideia não pode avançar para avaliação do Comitê.

Tradução prática: se alguém do time não participou/ não foi alinhado, o FORNO não deixa a ideia seguir — porque o projeto precisa estar “fechado” como grupo.


Mudou alguém do time? Dá para ajustar

Durante o preenchimento do Canvas, o líder pode solicitar ao time de inovação a substituição de integrantes, informando quem sai, quem entra e o motivo. E enquanto essa alteração não é processada, a ideia permanece em refinamento.


E depois do Canvas?

Com o Canvas preenchido e todos comunicados, a ideia segue para o Comitê da Jornada, que faz uma avaliação mensal colegiada (aprova, reprova ou solicita ajustes) e dá a chancela para execução quando aprova.

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